Sumário Econômico 1549

FMI analisa necessidade de reformas estruturais no Brasil - Recentemente, o Fundo Monetário Internacional (FMI) publicou um estudo abordando as necessidades prioritárias de reformas que temos hoje para a economia brasileira. Intitulado “Prioridades de Reformas Estruturais para o Brasil”*, os autores Nina Biljanovska e Damiano Sandri identificam quais aquelas que teriam maior impacto sobre a produtividade do País, estagnada há quarenta anos, e o principal fator apontado como responsável pelo baixo crescimento da economia brasileira nas últimas décadas. A partir de uma amostra que inclui países emergentes e países desenvolvidos, foi possível medir o potencial de impacto de diferentes reformas estruturais sobre a produtividade. Para medir o impacto de tais reformas, foram analisados indicadores das seguintes áreas: setor bancário, mercado de trabalho, sistema legal, mercado de produtos e abertura comercial.

Produção industrial recua pelo segundo mês - Segundo os últimos dados disponibilizados pelo IBGE, a produção industrial teve queda de 0,3% em agosto, após retração de 0,1% em julho e aumento de 12,7% em junho. Em comparação com o mês imediatamente anterior nos dados com ajuste sazonal. Contribuindo para esse resultado negativo, a indústria extrativa recuou 2,0% e foi a maior influência, após aumentar 0,5% em julho, enquanto a de transformação continuou a tendência de queda e caiu 0,1% em agosto, após recuar 0,5% no mês anterior. Dentre as categorias de uso analisadas, a de bens de capital (+5,3%) e bens de consumo duráveis (+1,2%) foram os maiores destaques. Bens de consumo semi e não duráveis recuaram 0,6% e, com isso, a categoria de bens de consumo avançou 0,2%. Bens intermediários também mostraram retração, caindo 2,1% nessa base de comparação.

As atividades turísticas enfrentam dificuldades - As dificuldades por que a economia brasileira vem passando no corrente ano acabam por se refletir nas previsões do baixo crescimento econômico, as quais periodicamente têm sido revisadas para baixo. Por exemplo, há um mês, o PIB esperado estava em 1,40%; três semanas depois, baixou para 1,35%; e, na primeira semana de outubro, as expectativas do mercado apontaram para a taxa de 1,34%. Mantendo-se a tendência, não se descarta o risco de o PIB de 2018 ficar no mesmo nível de 2017 (1,0%). De positivo em relação ao ano que passou, os dados da criação de emprego (Caged). Neste ano até agosto, a geração atingiu 588.551; no mês, ficou em 110.431; e, de setembro de 2017 a agosto de 2018, somou 356.852. Em 2017, o ritmo das atividades era menos intenso. Até agosto, criaram-se 163.417 novos empregos; no mesmo mês, foram abertas 35.457 novas ocupações; contudo, em 12 meses acumulados entre setembro de 2017 e agosto de 2018, o saldo foi extremamente negativo: -544.658.

Estudo da Instituição Fiscal Independente respalda proposta de ajuste nas contribuições das empresas ao FGTS - A Instituição Fiscal Independente (IFI), órgão ligado ao Senado Federal, publicou recente nota técnica* sobre as contas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). O estudo avaliou os balanços patrimoniais e demonstrações do resultado de 2016 e 2017 do FGTS, e concluiu que há tendência estrutural de aumento do ativo total e do patrimônio líquido, tendências que sugerem um ajuste no recolhimento de contribuições das empresas ao Fundo. A nota oferece, com isso, subsídios à aprovação do Projeto de Lei Complementar (PLC) 340/2017, em tramitação no Congresso Nacional. É a Instituição que mensura o impacto de eventos** fiscais relevantes na economia brasileira afirmando que há espaço para reduzir custos na atividade econômica e desonerar o empresário.

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